2026 será o ano dos produtos AI-native e da autonomia digital, aponta Sioux
Última Atualização: 06/01/2026
- 2026 consolida os produtos AI-native, com IA no centro da experiência
- Plataformas ganham autonomia, aprendizado em tempo real e hiper-personalização
- IA conversacional e navegação tradicional coexistem em modelos híbridos
- Transparência e controle são essenciais para evitar o “creepy factor”
- O papel humano evolui para estratégia e curadoria da experiência digital
Após um 2025 marcado pela adoção acelerada da inteligência artificial e pelo foco em eficiência operacional, 2026 desponta como o ano dos produtos “AI-native”, soluções digitais concebidas desde a origem para operar com IA no centro da experiência. A avaliação é da Sioux, empresa especializada em design e tecnologia.
Segundo a análise, a indústria web avança para uma nova etapa, com sites e plataformas capazes de aprender em tempo real, se adaptar ao contexto do usuário e assumir tarefas de forma autônoma. A IA deixa de atuar como suporte e passa a ser o próprio produto.
A Sioux, que desenvolve projetos de inovação para marcas como Santander, Mastercard, Warner e Grupo Marista, destaca que essa nova geração de plataformas não ficará limitada a fluxos pré-programados. Os sistemas serão capazes de se conectar a serviços externos por meio de MCPs, integrando dados e funcionalidades diretamente na experiência digital.
“Estamos deixando de lado a automação para entrar na era da autonomia digital”, afirma Felippe Kanashiro, head de produtos digitais da Sioux. Segundo ele, a mudança é estrutural: até agora, a IA ajudava o produto; agora, ela é o produto.
Da eficiência à hiper-personalização 1:1
Em 2025, o maior desafio da IA não foi técnico, mas estratégico. “Muitas empresas buscaram implementar IA pelo hype, sem clareza de qual dor de negócio precisava ser resolvida”, pontua Kanashiro. Nesse cenário, o papel humano migrou da execução para a curadoria, visão de negócio e critério estético.
A aposta para 2026, segundo o executivo, vai além do ganho de velocidade. “Agora, em 2026, a aposta não é mais em ‘fazer mais rápido’, mas em fazer o que antes era impossível com produtos ‘AI-native’, onde os agentes de IA estão no centro da experiência e não mais na camada de apoio”.
Na prática, isso significa que a IA passa a orquestrar jornadas completas, e não apenas responder a comandos isolados. Em setores ligados a viagens, varejo e mobilidade, plataformas poderão cruzar dados como preferências, histórico de uso, contexto e logística para oferecer experiências altamente personalizadas, do planejamento à execução.
O resultado é a consolidação da hiper-personalização 1:1, em que cada sistema evolui de acordo com o comportamento do usuário.
Interfaces híbridas e confiança digital
Apesar do avanço da IA conversacional, a Sioux avalia que menus e interfaces tradicionais continuarão relevantes, coexistindo com a linguagem natural em modelos híbridos. A IA se mostra mais eficiente em jornadas complexas, enquanto tarefas objetivas seguem melhor atendidas por interfaces clássicas.
A personalização extrema, porém, traz desafios. O chamado “creepy factor” surge quando a tecnologia tenta se passar por humana. Para evitar esse efeito, a Sioux aponta transparência, explicação e controle como pilares da confiança digital.
“Quanto mais inteligente e pessoal a experiência fica, mais direto e honesto o produto precisa ser sobre como e por que está fazendo aquilo”, finaliza Kanashiro.


